Reflexões sobre Escalada Esportiva

Passa Vinte, o Regresso!

A Gruta de Passa Vinte é bem famosa por seu tamanho e negatividade. Eu tinha ido à Gruta pela primeira vez em março de 2013, mas infelizmente, por total descuido meu (não aqueci como deveria), lesionei o bíceps da minha coxa. Minha recuperação foi relativamente rápida, mas o regresso à Passa Vinte demorou dois anos e meio, até que vi que já tinha passado a hora de voltar.

Saímos, no último sábado de manhã em sete pessoas, mas cariocas mesmo só Matteo e eu. Carol Marteleto, Filipe Silva, Rodrigo Guizzardi, Pierre Guihéneuf e Aanoud Petermann, apesar de não serem cariocas, foram excelentes companhias nesta trip! Passa Vinte fica há 200 km aqui do Rio, então é uma ótima opção para os finais de semana chuvosos, e este foi um desses.

No sábado, acompanhando o Filipe Silva, entrei primeiro na via Left or Right (9a), que tem vários estilos em uma via só. Começa com um positivo técnico, depois tem um super negativo com movs duros (a parte que eu mais gostei da via!) e termina com uma sequência de abaulados que me derrubou rapidinho na minha tentativa em flash. Descansei bem e a cadena saiu no segundo pega!

No final da Left or Right (9a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

No final da Left or Right (9a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Enquanto eu tentava a Left, o Matteo entrou na Soco Inglês (7b) e Tapa na Cara (8a). Ele curtiu mais a Tapa na Cara, trabalhou bem seus movimentos e deixou a via como projeto para nossa próxima ida à Passa Vinte, que já planejamos para dezembro!

Matteo no início da Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Bianca Castro.

Matteo no início da Soco Inglês (7b)/Tapa na Cara (8a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Bianca Castro.

Matteo no crux da Tapa na Cara (8a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Bianca Castro.

Matteo no crux da Tapa na Cara (8a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Bianca Castro.

Final da Tapa na Cara (8a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Bianca Castro.

Final da Tapa na Cara (8a), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Bianca Castro.

Na descida do primeiro dia, pegamos uma bela chuva na trilha e chegamos na pousadinha da Dona Eva encharcados! Eu tinha ficado lá na outra vez e adorei a estadia, que oferece quarto de casal ou coletivo, incluindo café da manhã e, se avisar antes, ela faz um jantar bem gostoso.

Domingo acordamos com calma, comemos pão de queijo e um queijo minas fresco delicioso, arrumamos as coisas e fomos para Gruta. Primeiro entrei na Soco Inglês (7b) e, com os betas do pessoal, mandei de flash.

Entrando no crux da Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Entrando no crux da Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Mov de calcanhar bem legal no final da Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Mov de calcanhar bem legal no final da Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Entalamento no final da primeira parte da via Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte. Foteo: Matteo Maffizzoli.

Entalamento no final da primeira parte da via Soco Inglês (7b), Gruta Passa Vinte. Foteo: Matteo Maffizzoli.

Depois, resolvi voltar à Gênesis (8c), via onde eu havia lesionado a perna. Eu estava na dúvida se iria entrar nela ou não, mas acabei arriscando. Na primeira entrada, caí no último crux, mas consegui betar bem os pés e mandei na entrada seguinte, fazendo bastante força, mas sem lesão! Essa via é sensacional, com certeza uma das mais legais que eu já escalei!

Bote irado da Gênesis (8c), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Bote irado da Gênesis (8c), Gruta Passa Vinte, Minas Gerais. Foto: Matteo Maffizzoli.

Não sei se todos sabem, mas eu sou apaixonada pela minha Dragon, sapatilha 5.10. Entretanto, a sola dela está bem gasta e eu estou só escalando com a Quantum nas últimas semanas, que tem um solado bem mais rígido. Em Passa Vinte há uma predominância de pés mais abaulados, o que pede uma sapatilha com solado mais macio, porém fiquei super feliz que a Quantum não deixou nada a desejar e, inclusive, seu calcanhar foi ótimo na Gênesis, que possui dois crux de calcanha!

Para finalizar a viagem com chave de ouro, pegamos uma chuva dez vezes pior do que a do dia anterior, chegamos ao carro encharcados, mas até onde eu sei, ninguém ficou doente!

Passa Vinte é realmente impressionante e muito exigente também. Tive que descansar segunda-feira e esta foi a última semana de treino forte para o Campeonato Brasileiro de Dificuldade. Semana que vem serão só dois dias de treino leve e descanso nos demais dias. Se querem saber como me preparei para este campeonato, os dois vídeos abaixo mostram um pouquinho..

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